13 setembro 2019

Como a aproximação com a direita polui até o Intercept e este deixa de fazer jornalismo.



O artigo “O PT FOI PRAGMÁTICO PARA CHEGAR AO PODER. MAS SE RECUSA A DAR AS MÃOS NA HORA DE DEFENDER O PAÍS.” É autoexplicativo quanto a decisão correta do PT em evitar de se aproximar da direita golpista como FHC, Anastasia, Partido Novo e outros, pois o próprio artigo mostra claramente que a aproximação com a direita causa danos irreparáveis até no jornalismo do Intercept.
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Vamos mostras o porquê de uma afirmação que pode parecer isolada.
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O Intercept para promover a Vaja a Jato teve que se aproximar perigosamente da imprensa tradicional golpista, a Veja, a FSP e outros órgãos umbilicalmente vinculados ao lava-jatismo e as calúnias contra o PT e o presidente Lula, e por incrível que possa parecer há claros indícios que a reportagem escrita por João Filho se aproxima perigosamente do “modus operante” da imprensa lixo que domina o Mainstream jornalístico brasileiro e de certa forma internacional.
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Primeira coisa que se nota é que não se trata nem de um reportagem e nem assume uma posição de artigo de opinião, é uma falsa mistura de jornalismo com libelo político, começando exatamente pelo começo, pelo título de que poderíamos chamar uma REPORCAGEM, o título assume a posição de que o pragmatismo que o PT teve para atingir o poder, por conveniência foi deixado ao lado na hora de defender o país. Ou seja, um ótimo exemplo de uma mentira de manchete. 
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Por que mentira? Simplesmente porque ele toma a não participação num ato de desagravo a não sei bem o que (induz-se no interior do texto como contra a barbárie – sem definir exatamente a que o que isto se refere), pois o ato foi mais eclético e contraditório do que manifestações das base política de Bolsonaro, sem tocar por princípio em questões chaves da política e sociedade brasileira tais como a liberdade de prisioneiros políticos, o desmonte das leis sociais, o desmonte da aposentadoria e previdência em geral e mais dezenas de outros ataques a soberania e ao estado social brasileiro. A tal manifestação tinha como título “Direitos Já! – Fórum pela Democracia”, ou seja, dois valores intangíveis que em sociedades avançadas são descritos por direitos sociais concretos e não por palavras difusas. Algum manifestante que estivesse lá, poderia perguntar: “Mas quais direitos, cara pálida”. Para dizer a verdade isto seria impossível pois a entrada de quem não tivesse convite foi totalmente proibida, transformando-se um evento de “massa cheirosa”, como bem definiu a jornalista da rede Globo Eliane Cantanhêde, sobre eventos do PSDB.
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Mas a cereja do bolo da REPORCAGEM está na seguinte frase:.......Segundo a jornalista do Estadão, Sonia Racy, “fontes petistas admitiram que o partido fez forte pressão para que Haddad não fosse. Motivo: à sigla não interessa dividir o protagonismo na oposição. E ela não abre mão da bandeira ‘Lula Livre’ na linha de frente do movimento”......
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Esta frase é de dar inveja aos redatores da Folha, Veja, Estadão e outros, pois é a única informação que justifica tanto o título da REPORCAGEM, como toda ela. Ou seja, o fulano disse que beltrano disse que o sicrano falou isto. Tratam o Haddad como fosse um imbecil que se movimenta conforme intimidações do partido não supondo que o mesmo após refletir um pouco se deu conta que era uma “furada”. Talvez o Glenn deveria dar algumas noções sobre o uso de fontes para o jornalista, pois pelo menos ele sabe.
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Mais adiante, atingido pelo vírus do mal jornalismo, o autor para reforçar a sua crítica ao PT utiliza nada mais nada menos do que uma reportagem do Estado de São Paulo, um dos órgãos de imprensa mais conservadores a antipetista que existem no país.
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Culminando a REPORCAGEM vem a seguinte frase:
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“O PT é o maior partido do Brasil. Tem uma forte base social, alcance no país inteiro e, mesmo com a devassa sofrida pelo conluio lavajatista, conseguiu eleger a maior bancada da Câmara. Difícil imaginar um movimento de oposição efetiva ao bolsonarismo sem a participação do partido. Infelizmente, até aqui tudo indica que os seus dirigentes não irão se engajar nessa frente ampla por temer a perda da hegemonia.”
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Ou seja, mais uma vez uma opinião baseada em suposições sem a mínima comprovação fática.
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Cuidado The Intercept, vírus do mal jornalismo é contagioso.

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